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Planos de saúde têm lucro de R$ 10,9 bi no 2º trimestre de 2026, Bradesco lidera

Sinistralidade aumentou no período, segundo ANS. Receita do setor foi de R$ 201,9 bilhões, alta de 8,3% (Por Felipe Mendes)

As operadoras de planos de saúde médico-hospitalares registraram lucro líquido de R$ 10,9 bilhões no segundo trimestre de 2026, queda de 12% em relação ao mesmo intervalo de 2025, segundo dados divulgados nesta quarta-feira (16) pela ANS (Agência Nacional de Saúde Suplementar)

Já resultado operacional, a diferença entre as receitas e as despesas diretamente ligadas à operação de saúde, ficou positivo em R$ 5,6 bilhões no período. O resultado representa uma queda de 11% em relação ao mesmo período de 2025.

A receita do setor foi de R$ 201,9 bilhões, alta de 8,3% na mesma base de comparação.

A ANS informou que a sinistralidade agregada do período atingiu 81,9%, 0,8 ponto percentual acima do registrado do mesmo período do ano anterior. Esse indicador mede os custos das operadoras com a utilização dos planos frente ao valor total arrecadado com as mensalidades ou apólices.

Segundo a agência, a sinistralidade para o período foi fortemente influenciada por "fatores atípicos, como o reconhecimento de provisão técnica voluntária por uma das maiores operadoras do setor".
 
Em um cenário de juros elevados, as aplicações financeiras das operadoras médico-hospitalares totalizaram R$ 142,4 bilhões ao fim de junho de 2026. Trata-se de uma fonte relevante de receita adicional, que contribui fortemente para o lucro final, diz a ANS.

O resultado financeiro do setor no trimestre foi de R$ 7,5 bilhões, o maior da série histórica em termos nominais.

A agência informou que, ao se analisar o segmento de operadoras exclusivamente odontológicas, houve forte variação no patrimônio líquido e nos resultados, o que se deu devido à reorganização societária ocorrida em operadoras de um grande grupo econômico do setor.

As operadoras com melhor resultado líquido no período foram Bradesco (R$ 2 bilhões); Amil (R$ 960 milhões); Postal Saúde, operadora que cuida da assistência médica dos funcionários dos Correios (R$ 875 milhões); Unimed Seguros (R$ 419 milhões); MedSênior (R$ 387 milhões) e Porto Seguro (R$ 380 milhões). (Fonte: UOL)

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