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Bancos fecharam 37% das agências nos últimos 10 anos

Os números não mentem e são preocupantes no setor financeiro brasileiro. Eles mostram, por exemplo, que o Brasil perdeu cerca de 37% de suas agências bancárias nos últimos dez anos, restando pouco mais de 14 mil unidades físicas em funcionamento no País.

Apenas no primeiro semestre de 2026, grandes instituições como Bradesco fecharam centenas de unidades (somando 324 agências e cerca de 2,4 mil postos de trabalho reduzidos no período), enquanto o Santander e o Itaú também avançaram com cortes expressivos (com um total acumulado por grandes bancos de 837 agências fechadas e cerca de 14 mil demissões em múltiplos estados).

Os dados estatísticos revelam também que o número total de bancários no País caiu de mais de 504 mil em 2015 para cerca de 424 mil em anos recentes, com forte impacto sobre a mão de obra feminina (que representa a maioria dos postos eliminados).

Cerca de 2.649 municípios brasileiros (quase metade das cidades do País) já não possuem nenhuma agência bancária física, afetando milhões de pessoas que dependem de atendimento presencial.

Especificamente no Estado do Paraná, cerca de 237 municípios paranaenses perderam agências físicas na última década. No fim de 2025, 176 cidades do Paraná ficaram sem nenhuma agência bancária física, afetando mais de 450 mil habitantes.

Ainda no Paraná, entre 2015 e 2025, o setor bancário no Paraná eliminou mais de 11.119 postos de trabalho.

As instituições financeiras argumentam que o movimento é uma reestruturação motivada pela migração maciça dos clientes para os canais digitais e pela otimização de custos operacionais, mesmo registrando lucros multibilionários.

Com o vazio deixado nas cidades do interior e bairros periféricos, as cooperativas de crédito e os correspondentes bancários vêm crescendo de forma acelerada para absorver parte da demanda.

Gladir Antônio Basso