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Lucro do Bradesco salta para R$ 7,1 bilhões no 3T26

Banco entrega lucro bilionário e acelera recuperação, mesmo com cenário econômico desafiador (Por André Marinho e Altamiro Silva Junior (Broadcast)) - imagem gerada por IA -

Resumo
O Bradesco registrou lucro líquido recorrente de R$ 7,1 bilhões no terceiro trimestre de 2026, um aumento de 14,6% em relação ao mesmo período de 2025, impulsionado pela expansão do crédito e das margens. O retorno sobre o patrimônio líquido foi de 16,1%. A margem financeira bruta cresceu 14,2%, enquanto a margem líquida subiu 5,7%. O banco destacou a boa gestão de risco e a capacidade de geração de valor pela tesouraria, mesmo em um cenário macroeconômico desafiador.

O Bradesco registrou lucro líquido recorrente consolidado de R$ 7,1 bilhões no terceiro trimestre de 2026, crescimento de 14,6% ante igual período de 2025 e alta de 0,8% ante o segundo trimestre, de acordo com balanço divulgado nesta quinta-feira (22), puxado pela expansão do crédito, das margens e da receita.

O presidente do Bradesco, Marcelo Noronha, reconheceu que o cenário macroeconômico é “desafiador para todos”, diante de juros elevados e desaceleração da atividade. Neste ambiente, o banco registrou desaceleração nas receitas relacionadas ao crédito, mas compensou o movimento com outras linhas e controle das despesas, disse o executivo, em nota sobre o balanço.

“Nosso lucro líquido cresceu mais uma vez com expansão das receitas, controle das despesas e boa gestão de risco”, disse, antes ressaltar que a instituição está “bem capitalizada”.

Principal indicador de rentabilidade, o retorno sobre o patrimônio líquido (ROAE) do banco ficou em 16,1% em setembro, de 14,6% um ano antes. Ao fim do segundo trimestre, o indicador trimestral estava em 16,2%.

A margem financeira bruta atingiu R$ 21,37 bilhões no trimestre, avanço anual de 14,2%. Já a margem líquida, que desconta as despesas com provisões para perdas, cresceu 5,7% em 12 meses, a R$ 10,7 bilhões.

A margem com clientes totalizou R$ 10,5 bilhões, expansão de 10,1% no comparativo anual, refletindo o aumento da carteira de crédito. A margem com clientes líquida, por sua vez, foi a R$ 9,8 bilhões, queda anual de 2%.

Nas operações da tesouraria, a margem com mercado somou R$ 875 milhões no período, ante R$ 99 milhões um ano antes.

“Em um cenário macro desafiador, realizamos ajustes finos adicionais nos modelos de crédito, preços e reduzimos a nossa exposição a clusters (agrupamentos) mais voláteis de clientes”, comenta o banco no release que acompanha o extrato financeiro.

Sobre as margens, o Bradesco ressalta a expansão da margem financeira e destaca a alta da margem com mercado, “revelando - mais uma vez - boa gestão de risco e a capacidade de geração de valor recorrente pela tesouraria, principalmente na mesa de produtos”.

Carteira de crédito
A carteira de crédito expandida do Bradesco fechou o terceiro trimestre em R$ 1,150 trilhão, alta de 11,1% em doze meses e de 1,1% frente ao segundo trimestre. Os destaques incluíram operações de veículos para pessoa física, cartão de crédito, imobiliário e consignado.

“A carteira de crédito continua crescendo com apetite moderado na originação, concentrada em produtos com colateral e boa rentabilidade”, destaca o banco no balanço.

A carteira para pessoas físicas cresceu 7,4% em doze meses e 1,1% no trimestre, encerrando setembro em R$ 485 bilhões.

O consignado fechou o período com saldo de R$ 109,7 bilhões, alta de 7,7% no ano e de 1% no trimestre. O consignado privado teve forte expansão de 102% em 12 meses.

A carteira com cartões de crédito subiu 9,2% em base anual e 0,4% na trimestral, para R$ 84,7 bilhões, enquanto o crédito pessoal atingiu R$ 69,5 bilhões, queda de 2,5% em doze meses e de 0,9% na comparação trimestral.

Empresas

A carteira expandida de pessoa jurídica encerrou o trimestre em R$ 664,7 bilhões, avanço anual de 14% e variação positiva de 1,2% frente ao segundo trimestre.

No segmento de pequenas e médias empresas, houve alta de 13% em doze meses e de 1,8% no trimestre, a R$ 272,5 bilhões. Já as operações para grandes empresas registraram avanço de 14,8% em doze meses e de 0,7% na comparação trimestral, a R$ 392,2 bilhões.

A carteira imobiliária da pessoa jurídica somou R$ 37,8 bilhões, alta de 15,2% em base anual.

Considerando os financiamentos imobiliários na pessoa física, o banco encerrou o terceiro trimestre com carteira no segmento de R$ 118 bilhões, avanço de 5,8% no confronto anual.

A carteira de financiamento de veículos alcançou R$ 85,2 bilhões ao fim do trimestre, um salto de 20% em 12 meses. Desse total, R$ 51,3 bilhões era para PF e restante para PJ.

O crédito rural à PF somava R$ 41,5 bilhões em setembro, alta de 6,3% em base anual, enquanto, para PJ, a variação foi de alta de 30%, a R$ 58 bilhões. (Fonte: Estadão)

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