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BRB deixa reajuste e cláusulas financeiras em aberto na primeira negociação com a CONTEC

Banco alega momento financeiro delicado e deixa para a próxima negociação posição sobre itens com impacto financeiro; mesa avança em diversidade e inclusão (Por Paulo Melo)

A primeira rodada de negociação da Campanha Salarial 2026/2028 entre a CONTEC e o BRB terminou, nesta terça-feira (11), sem definição sobre reajuste salarial e outras cláusulas de impacto financeiro. O Banco de Brasília alegou atravessar um cenário financeiro delicado e informou que ainda precisa avaliar parte das reivindicações antes de apresentar respostas à categoria.  Segundo o banco, 21 reivindicações relacionadas a adicionais e jornada de trabalho e outras 13 ligadas a salário e reajuste possuem algum grau de impacto financeiro e permanecem em análise.

A CONTEC também cobrou informações sobre as tratativas voltadas ao fortalecimento financeiro da instituição, incluindo articulações com o Governo do Distrito Federal, o Fundo Garantidor de Créditos (FGC) e o governo federal. O Banco de Brasília informou que o processo continua em andamento, mas ainda não há uma solução definida nem cronograma consolidado para apresentação aos empregados. A entidade sindical reforçou que compreende o momento enfrentado pela instituição, mas defendeu que a recuperação financeira não ocorra às custas dos direitos dos trabalhadores. Também pediu mais clareza na comunicação sobre os prazos para divulgação dos balanços do banco, diante das dúvidas que o tema tem provocado entre os empregados.

Outro ponto levado à mesa foi a melhoria das condições de financiamento imobiliário oferecidas aos trabalhadores. A Confederação defendeu que os empregados tenham acesso à menor taxa disponível na instituição, independentemente da natureza do imóvel financiado, e cobrou redução das taxas de juros em empréstimos pessoais e demais financiamentos. O BRB afirmou que, diante do atual patamar da Selic e das condições de liquidez, não consegue atender à reivindicação neste momento. Sobre o financiamento imobiliário, o Banco de Brasília informou que existe uma proposta em fase de validação interna. O conteúdo ainda depende de aprovação em diferentes instâncias e será apresentado às entidades após a conclusão desse processo.

Outras pautas
A rodada teve  avanço na discussão sobre diversidade, inclusão e acessibilidade.  O novo texto prevê políticas de diversidade, inclusão, acessibilidade e equidade, ações educativas, fortalecimento dos canais de denúncia contra discriminação e assédio, garantia de acessibilidade, proteção de dados pessoais sensíveis e divulgação periódica das iniciativas adotadas pela instituição. A proposta contempla mulheres, comunidade LGBTQIAPN+, pessoas com deficiência, população negra e pessoas idosas, além de temas como neurodivergências, etarismo, capacitismo, diversidade sexual e saúde mental.

A CONTEC pediu acesso à minuta para apresentar sugestões e defendeu que o texto também contemple igualdade de oportunidades nos processos de nomeação e disputa por cargos. Além disso, voltou a cobrar a formalização e publicação do Acordo Coletivo 2024/2026. Segundo a entidade, a via assinada ainda não foi encaminhada às representações sindicais. Para acelerar as próximas rodadas, a entidade sindical encaminhará ao banco uma relação com os pontos considerados prioritários dentro da pauta. A intenção é permitir avanço nos temas de menor impacto financeiro, sem retirar da mesa a cobrança por respostas sobre reajuste salarial e demais cláusulas econômicas. (Fonte: Contec)

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