Central de Atendimento: (41) 3224-5573 | (41) 3224-5525
89

Bradesco, Caixa, BB, Itaú e Santander apostam em governança, produtividade e hiperpersonalização para futuro da IA

Na Febraban Tech 2026, Cíntia Barcelos, CTO do Bradesco, Ricardo Guerra, Head de Tecnologia, Dados, Customer Experience e Operações do Itaú Unibanco; Richard Silva, CIO do Santander Brasil, Darlan Lins, DIretor Executivo de Soluções de TI da Caixa; e Marisa Reghini, VP de Negócios e Tecnologia do Banco do Brasil, discutiram as transformações para o futuro da tecnologia no setor bancário e como as instituições serão capazes de orquestrar essa mudança. O bate-papo foi moderado por Christian Flemming, COO e CIO do BTG Pactual. (Por Guilherme B. Abude)

Guerra inicia a discussão ao trazer que o primeiro passo é adaptar os legados e testar as soluções internamente para garantir segurança e confiança. O executivo destaca que o uso próprio antes da divulgação para os clientes pode gerar economia e redução de riscos de segurança e atritos na relação.

Silva, por sua vez, desacredita da visão de que governança é uma barreira para inovação. "Muita gente ainda defende que a governança trava a inovação, o que só é verdade se ela vier tardiamente, o que não deveria acontecer, já que ela não é mais uma opção, é obrigatoriedade, mas tem que ser feita de forma inteligente", explica.

O executivo acrescenta, ainda, que a governança bem aplicada traz eficiência em diversas áreas para além de custos e operação, como no relacionamento com o cliente e na qualidade de processos. Por fim, o CIO compartilha que o Santander possui uma meta de atingir R$ 6 bilhões em receita gerada com auxílio de IA nos próximos anos e que o banco já atingiu R$ 500 milhões nos últimos 6 meses.

Lins segue em uma linha similar e aponta que, em alguns setores dentro da Caixa, já foram sentidos aumentos de 90% em produtividade com o uso de IA e agentes de IA. Contudo, o diretor destaca que o "grande dilema" do banco atualmente é "como levar tecnologia para todos os clientes".

"A Caixa, naturalmente por ser um banco público, lida com usuários muito diversos, daqueles que são familiares com a tecnologia para aqueles que não são tão familiares. Então a questão se torna não apenas como entregar essa tecnologia, mas garantir que ela seja inclusiva e atinja a todos", explica.

Já Barcelos traz que, internamente, o Bradesco possui um foco em human on the loop que, de acordo com a executiva, já registrou ganhos de 5 a 20 vezes em produtividade e 40% a 90% em eficiência. A CTO também destaca a BIA, com as frentes focadas em corporativo, tech e ecossistema.

A executiva enfatiza, ainda, que o banco aposta em uma arquitetura "modular, flexível e segura", com ênfase em criptoagilidade. Barcelos destaca o trabalho com parceiros, como a IBM, para a preparação do Bradesco para a computação quântica, enquanto o banco se apoia em um inventário de dados e uma biblioteca de criptografia.

Em outro ponto, a vice-presidente de negócios e tecnologia do Banco do Brasil descreve a instituição financeira como uma "startup de 217 anos" pela capacidade e necessidade de adaptação constante. "É necessário estar atento e criar soluções que favoreçam o cliente", descreve.

Reghini, também, enfatiza que o foco do BB está em GenAI, mas que o humano segue como um fator "indispensável". "Estamos na transição dos processos digitais para os processos autônomos e por isso demos um foco tão grande para a IA generativa, mas isso não significa que os humanos serão menos importantes. A tomada de decisão sempre será humana", afirma.

Por fim, Barcelos e Guerra destacam a importância das instituições financeiras se aproximarem do cliente. No caso do Itaú, o executivo aponta que havia uma necessidade por tecnologia de fronteira e de entregar soluções relevantes para os consumidores para "não ficar para trás".

"Se não nos aproximarmos do cliente e se não fosse mais veloz, a gente não ia entregar as soluções que ele queria, da forma que ele queria. Essa mudança de mindset mudou o patamar da nossa estratégia de negócios e o momento exige tecnologia."

Barcelos conclui que as tendências do futuro do setor financeiro não dependem dos executivos, mas das necessidades dos clientes. "O cliente decide e a tecnologia viabiliza. No momento, a prioridade é hiperpersonalização. Não é sobre ter 1 banco para 63 milhões de usuários, é sobre ter 63 milhões de bancos", finaliza. (Fonte: Tiinside)

Notícias FEEB PR