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Bancos privados lucraram R$ 86,5 bilhões em 2025

Estudo da Elos Ayta mostra recorde nominal, avanço real e mudança estrutural com a entrada do BTG Pactual no recorte ampliado (Redação: IMAGINE Notícias) - imagem gerada por IA -

Resumo da notícia
 - Os grandes bancos privados brasileiros lucraram R$ 86,55 bilhões em 2025, maior resultado nominal da série desde 2006.
 - Com ajuste pelo IPCA até dezembro de 2025, o lucro fica em segundo lugar na série, atrás de 2019.
 - A entrada do BTG Pactual eleva o lucro consolidado dos quatro maiores bancos privados para R$ 101,5 bilhões.
 O estudo aponta maior resiliência do setor, com impacto sobre crédito, custo do capital e financiamento da atividade econômica.

Os grandes bancos privados brasileiros somaram lucro líquido de R$ 86,55 bilhões em 2025, segundo estudo da Elos Ayta elaborado pelo economista Einar Rivero. O resultado é o maior nominal da série histórica iniciada em 2006 e reforça a retomada após a queda observada entre 2021 e 2023.

O que mudou no lucro dos bancos privados em 2025
No recorte tradicional, que considera Bradesco, Itaú Unibanco e Santander Brasil, o lucro consolidado superou os R$ 72,7 bilhões registrados em 2024. Em 2023, esses três bancos haviam lucrado R$ 57,4 bilhões. Em dois anos, houve alta nominal acumulada de 50,6%, de acordo com o levantamento.

O estudo mostra que a recuperação veio depois de uma fase mais fraca. Entre 2021 e 2023, os lucros recuaram em termos reais. A partir de 2024 e 2025, o quadro mudou com inadimplência em queda, crédito mais seletivo e melhor captura do spread, segundo a análise da Elos Ayta.

Por que o recorde nominal não é o maior em termos reais
Quando os valores são ajustados pelo IPCA até dezembro de 2025, o lucro de 2025 deixa de ser o maior da série em termos reais. Nessa leitura, ele aparece em segundo lugar, atrás de 2019, quando o resultado ajustado chegou a R$ 88,14 bilhões.

Essa diferença importa porque mostra que parte do avanço recente recompõe perdas inflacionárias acumuladas nos anos anteriores. O próprio estudo informa que o lucro real dos bancos caiu 16,1% entre 2021 e 2023 e depois avançou 37,8% entre 2023 e 2025.

Como a entrada do BTG altera a leitura do setor
Ao incluir o BTG Pactual, o panorama muda de patamar. Os quatro maiores bancos privados passaram a somar lucro líquido consolidado de R$ 101,5 bilhões em 2025, o maior valor já registrado tanto nominalmente quanto após o ajuste pela inflação na série de 2011 a 2025.

O BTG tem menor exposição ao crédito tradicional e forte presença em mercado de capitais, gestão de recursos e banco de investimentos. Segundo o estudo, essa diversificação reduz a queda dos lucros em períodos adversos, acelera a recuperação após choques e aumenta a resiliência ao ciclo de juros.

Impacto para empresas, empresários e produtores
O levantamento diz que o desempenho dos grandes bancos afeta diretamente a oferta de crédito, o custo do capital, o financiamento do consumo e do investimento produtivo. Na prática, isso alcança empresas, empresários e produtores que dependem de empréstimos, prazos e intermediação financeira.

O estudo também destaca que o comportamento dos lucros não acompanha a Selic de forma linear. Em alguns períodos, juros altos coexistiram com queda de rentabilidade por causa da inadimplência e das provisões. Em outros, eficiência e controle de risco sustentaram ganhos mesmo com juros em queda.

O que observar daqui para frente
Segundo a Elos Ayta, os números indicam que os bancos privados seguem muito relevantes para a economia brasileira, mas com perfil diferente do passado. O setor hoje combina recuperação sólida no recorte tradicional e maior diversificação no recorte ampliado, o que ajuda a sustentar resultados mais resistentes ao ciclo econômico.

Para o mercado financeiro, o principal ponto a observar é se a trajetória de crédito, inadimplência e spread continuará sustentando essa rentabilidade em 2026. O estudo não projeta números futuros, mas mostra que a base de lucros ficou mais ampla e menos dependente de um único modelo de negócio. (Fonte: Elos Ayta, estudo elaborado pelo economista Einar Rivero)

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