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Banco Pine quase dobra lucro no 2º trimestre, para R$ 165,7 milhões; inadimplência sobe

Carteira de crédito expandida do banco cresceu 10,1% em relação a março de 2026 e 39,9% em comparação a junho de 2025, para R$ 21,814 bilhões (Por Lais Godinho) - Foto: Divulgação/Banco Pine -

O Banco Pine registrou lucro líquido de R$ 165,7 milhões no segundo trimestre de 2026, alta de 10,5% em relação aos três meses anteriores e quase o dobro (+99,6%) frente ao mesmo período de 2025. O retorno anualizado sobre o patrimônio líquido (ROAE) foi de 37,5%, de 37,9% no primeiro trimestre e 29,0% há um ano.

Segundo o banco, foram três os principais motores de evolução dos resultados: o crescimento da carteira expandida, o mix com melhor retorno ajustado ao risco e a alavancagem operacional. “O segundo trimestre de 2026 combinou crescimento de carteira, expansão da margem financeira e rentabilidade elevada, sustentados por base de capital adequada e disciplina na gestão de riscos”, diz o balanço.

A margem financeira líquida foi de R$ 366,2 milhões, avanço de 1,6% em relação ao trimestre anterior e de 97,4% em 12 meses. As receitas de prestação de serviços atingiram R$ 37,3 milhões, alta de 42,6% e 4,6%, na mesma base de comparação.

As despesas administrativas e de pessoal somaram R$ 98,2 milhões, alta trimestral de 5,4% e anual de 43,4%. O índice de eficiência — quanto menor, melhor — ficou em 20,0%, ante 22,0% no primeiro trimestre deste ano e 32,4% no segundo trimestre de 2025.

A carteira de crédito expandida do banco cresceu 10,1% em relação a março de 2026 e 39,9% em comparação a junho de 2025, para R$ 21,814 bilhões. A carteira de atacado encerrou o trimestre em R$ 7,124 bilhões, alta trimestral de 3,7% e alta anual de 22,3%.

A carteira de varejo colateralizado somou R$ 14,690 bilhões. No consignado público e antecipação do FGTS, houve alta de 7,8% em relação a março e de 14,9% frente a junho de 2025, para R$ 2,118 bilhões. No INSS, a carteira avançou 1,6% no trimestre e 7,95% no ano, para R$ 6,071 bilhões. Já o consignado privado atingiu R$ 6,501 bilhões, alta trimestral de 30,2% e anual de 182,9%.

A inadimplência subiu para 2,7%, de 2,2% em março e 1,3% em junho de 2025. No varejo, foi de 3,6%, ante 2,9% no trimestre anterior e 1,0% há um ano. Já no atacado foi de 0,8%, de 0,9% e 1,2%, na mesma base de comparação. O Índice de Basileia ficou em 14,3%, ante 14,7% e 14,1%, respectivamente.

Segundo Rodrigo Pinheiro, membro do comitê executivo do Pine, a carteira cresceu com qualidade. “Seguimos em busca do crescimento sustentável da nossa carteira, atuando de forma robusta e diversificada, por meio de nossos escritórios regionais que garantem proximidade e relacionamento direto com os clientes. Isso nos permite compreender as particularidades de cada mercado e operar com alta assertividade, refletindo na qualidade da carteira apresentada”, afirma, em nota.

“No varejo, o trimestre foi marcado pelo avanço na estratégia de rota do yield - composta pela carteira de Consignado Privado e Cartões -, que atingiu 51,8% da carteira de Varejo e 34,9% da carteira expandida. Outro vetor foi a estratégia de crescimento do INSS com apoio de securitizações por meio de mercado de capitais otimizando a rentabilidade do segmento”, complementa Clive Botelho, membro do comitê executivo do Pine, também em nota.

Noberto Pinheiro Jr, também membro do comitê executivo, diz que o Pine segue comprometido com a geração de valor aos acionistas. “No trimestre, avançamos na agenda de produtividade, com implementação de inteligência artificial em escala na frente de negócios e áreas de suporte, automatizando processos, elevando a experiência dos clientes e a eficiência operacional”, afirma, também em nota. (Fonte: Valor Econômico)

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