Estatísticas sobre a mulher

 

 

 Ainda é longo o caminho até a igualdade de gênero

São destinados aos homens os melhores cargos e salários. A evidência disso é o fato de que 5,5% dos homens ocupados chegaram a um cargo de direção, e apenas 3,9% das mulheres.

O Prêmio Anual Executivo de Valor, que elege os melhores profissionais em 20 setores da economia através da escolha  feita por um júri composto por um grupo de empresas do mercado de "headhunting" nacional e internacional, nenhuma mulher foi premiada, certamente não por discriminação do júri, mas porque elas são escassas no mercado de executivos.

A última pesquisa do IBGE mostra o rosto das diferenças por gênero.

Para cada R$ 100 de salário de um homem de baixa renda, uma mulher vai receber R$ 76.

Para cada R$ 100 recebidos pelo funcionário do sexo masculino, uma mulher receberá R$ 66,10.

Neste país de imensa pobreza, considera-se o topo da carreira uma renda mensal de R$ 3.730 para os homens e de R$ 2.466,50 para as mulheres.

Na pesquisa por faixa de escolaridade as mulheres com até quatro anos de estudo recebem 80,6% do salário dos homens com a mesma escolarização. Com 12 anos ou mais de estudo as mulheres recebem apenas 61,6% do que os homens

As mulheres têm mais tempo de estudo: elas estudam, em média, 8,6 anos, quando a média nacional entre a população ocupada é de 7,6 anos.

Os Estados da Região Sul estão na lista daqueles com maior número de mulheres em cargos de direção.

Essa proporção cai assustadoramente conforme se avança pelos Estados mais pobres da Federação onde as mulheres recebem menos em relação aos homens: na média, 59,4% do salário masculino.

Dados sobre a ocupação das mulheres com nível superior:

Os homens com estudo universitário se distribuem de forma equilibrada pelos setores da economia. As mulheres se concentram nas áreas de educação, saúde e serviços sociais.

Segundo o IBGE, grande parte da responsabilidade pelas diferenças de rendimento entre homens e mulheres se reproduz no mercado de trabalho onde as divisões dos papéis ainda desempenhados pela mulher dentro da família, cabem a mãe os cuidados com filhos, idosos e doentes.

Pesquisa revela que as mulheres inseridas no mercado de trabalho dedicam 22,1 horas por semana às tarefas da casa, enquanto os homens gastam apenas 9,9 horas com essas atividades. A dupla jornada ainda é a realidade da mulher brasileira, mesmo com a melhora de escolaridade e maior inserção no mercado.

O economista Marcelo Neri, chefe do Centro de Polícias Sociais da FGV, considera que o próprio mercado reduzirá as diferenças de gênero. Ele explica: quanto mais jovem a população, mais as mulheres superam os homens em educação. De onde se conclui que, no futuro, as mulheres serão, em média, mais qualificadas que os homens. O tempo dirá, mas a realidade é que o Brasil ainda lida com uma situação de profunda desigualdade, não apenas social, mas também de gênero.

Fonte: Editorial do Valor - 17/04/2006

 

Jornada da mulher trabalhadora

  • Durante a semana, a jornada diária da mulher é de 502 minutos, 5% maior que a do homem (480 minutos);
  • No fim de semana, a jornada diária da mulher é de 326, 62% maior que a carga masculina (201 minutos).

Fonte: Dados da pesquisa da socióloga da UF de MG, Neuma Aguiar Horizonte, em 2002. (OGL-16)
 

A Mulher x Criança x AIDS

A África subsaariana terá 18 milhões de crianças órfãs da Aids até o fim de 2010;

A cada minuto, uma criança é infectada pelo HIV por sua mãe e outra morre de alguma doença relacionada à Aids.

Fonte: (Unicef) (OGL-26).

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Nas capitais brasileiras, 44% dos homicídios de mulheres são cometidos com
arma de fogo. Dois terços dos casos de violência contra a mulher têm como autor o próprio marido ou companheiro. De acordo com dados do FBI, relativos a 1998, para cada vez que uma mulher usou uma arma em legítima defesa, 101 vezes esta arma foi usada contra ela.

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O Brasil libera o ranking mundial de violência contra a mulher. De acordo com uma pesquisa feita pela Sociedade de Vitimologia Internacional, chega a 25% o número de mulheres no país que sofrem violência e 70% das mulheres assassinadas foram vítimas dos próprios maridos.
Fonte: Correio Brasiliense

- Os filhos e o emprego vêm em primeiro lugar para 52% das mulheres brasileiras.
- O homem brasileiro apóia a ida da mulher para o mercado de trabalho. Mas apenas 6,1% dividem as tarefas domésticas com elas.
- Um retrato dos casais brasileiros: em casa, 46% dos homens fazem apenas alguns consertos.
- Por ter menos obrigações - os homens estão mais satisfeitos com a vida de casado do que as mulheres. Entre eles o índice de satisfação é de 54%. A satisfação delas está dez pontos abaixo: 44%  das brasileiras estão felizes com a vida a dois.
- As mulheres trabalham muito mais horas do que os homens no trabalho doméstico, mais que o dobro ou três vezes mais, a maior parte, e mesmo quando elas trabalham 40 horas ou mais fora de casa.
Fonte: Jornal Nacional - 19.04.04 - Pesquisa da Universidade do Estado do Rio de Janeiro

Estatística da mulher na Política
No Brasil 50% da mão de obra economicamente ativa estão representadas pelas mulheres.
As mulheres ocupam menos de 10% dos cargos políticos existente.
Fonte: IBGE

Pesquisa Nacional por Amostragem de Domicílio, divulgada em  10.10.03 pelo IBGE
Pesquisa indica queda contínua da participação masculina no mercado de trabalho. Hoje, 67,8 dos homens trabalham. Há dez anos, eram 72,4%. No caminho inverso, as mulheres com alguma atividade já somam 44,5%. Independentemente do sexo, a renda do brasileiro caiu, em média, 2,5% no ano passado.
Fonte: Última Hora-11.10.03

  • Nos Estados Unidos, pesquisas indicam que 20% das mulheres sofrem pelo menos um tipo de agressão física infligida pelo parceiro durante a vida. Por ano, entre 3 e 4 milhões de mulheres são agredidas em suas casas por pessoas de sua convivência íntima.
  • Na Índia , 5 mulheres são assassinadas por dia em conseqüência de disputas relacionadas ao dote.
  • Na África , cerca de 6 mil meninas sofrem mutilação genital a cada dia.
  • Na América Latina e Caribe , de 25 a 50% das mulheres são vítimas de violência doméstica.
  • Na maioria dos países do Leste Europeu e da ex-União Soviética, a situação das mulheres piorou desde o colapso do comunismo, com um aumento do desemprego e de abusos contra seus direitos.
  • No Brasil, levantamento realizado pelo Movimento Nacional dos Direitos Humanos indica que, em 1996, 72% do total de assassinatos de mulheres foram cometidos por homens que privavam de sua intimidade.

Fonte: Rede Saúde (reprodução parcial)


A participação feminina no mercado de trabalho formal do Paraná cresceu de 37,3% em 1995 para 39,7% em 2002

No ano passado, as mulheres foram responsáveis por 48,45% (28.389) das 58.589 novas vagas com carteira assinada criadas no Estado do Paraná.
No Paraná o rendimento médio das mulheres era 15% inferior à média do Estado e 22,3% abaixo do salário dos homens.
Cada contrato coletivo pesquisado contém, em média, cinco cláusulas que tratam das garantias referentes ao trabalho da mulher. 85% delas se referem à gestação, maternidade e responsabilidades familiares. Os outros 20% estão distribuídos entre condições de trabalho (8%), saúde (em torno de 5%), eqüidade de gênero (4%) e exercício do trabalho (menos de 2%).
Fonte: Paraná Online


  • 17% dos cargos executivos das 100 melhores empresas para trabalhar são ocupados por mulheres.
    Fonte: Guia Exame edição 2003
  • 41,4% da população economicamente ativa são mulheres.
    Fonte: IBGE 1999
  • 26% das famílias são chefiadas por mulheres, ou seja, 1 em cada 4 famílias é chefiada por uma mulher.
    Fonte: IBGE 2000

  • No mundo, a cada cinco dias de falta da mulher ao trabalho, um é decorrente de violência sofrida no lar.
    Fonte: Relatório Nacional Brasileiro (CEDAW)

  • Na América Latina e no Caribe, a violência doméstica incide sobre 25% a 50% das mulheres.
    Fonte: Relatório Nacional Brasileiro (CEDAW)

  • No Brasil, uma entre quatro mulheres é vítima de violência doméstica. Mesmo assim, apenas 2% das queixas desse tipo de violência resultam em punição.
    Fonte: Advocacia pro bono em defesa da mulher vítima de violência

  • O Brasil deixa de aumentar em 10% o PIB em decorrência da violência contra a mulher.
    Fonte: ONU e IDH

  • Todas as faixas etárias tiveram aumento na expectativa de vida.
    Fonte: IBGE

  • As mulheres,  vivem 7,8 anos a mais do que os homens. Em 91, esse índice era estimado em 7,2 anos.
    Fonte : IBGE

  • Se dez anos atrás as mulheres viviam cerca de 64,8 anos (em média), hoje elas atingiriam os 72,6 anos.
    Fonte: IBGE

  • As mortes por causas externas (homicídios, acidentes de transportes, afogamentos, suicídios, etc) têm ocorrido mais entre os homens "a ponto de reduzir os ganhos na esperança de vida masculina e aumentar os diferenciais de mortalidade entre homens e mulheres".
    Fonte: IBGE

  • O nível ocupacional das mulheres cresceu 3,6% em 2001, enquanto o dos homens praticamente não se alterou (0,4%). O resultado está no boletim "Mulher e Trabalho" elaborado pela Fundação Seade na região metropolitana de São Paulo.
    Fonte: Mulher Mais

  • Mulheres já representam mais de 40% dos advogados de São Paulo.
    Fonte: Valor Econômico
  • Mulheres estudam mais e ganham menos do que os homens.
    Fonte: Valor Online/IBGE
  • As negras: pioneiras no comércio de rua
    Para comprar sua liderdade, as escravas foram as primeiras a abrir o próprio negócio.
    Fonte: www.paralela.com.br
  • O Terceiro Milênio não chega a milhões de mulheres
    Elas estão espalhadas por 28 países, numa faixa entre o Saara e a Indonésia, onde ainda se pratica a excisão de clitóris. Apesar de proibido em 15 países, cerca de 2 milhões de meninas são sujeitas anualmente ao ritual.
    Fonte www.paralela.com.br
Participação feminina no mercado ainda é inferior
A Organização Internacional do Trabalho (OIT) apresentou na data de 12.05.03 o relatório global sobre discriminação ’A Hora para a Igualdade no Trabalho’. Segundo o relatório, apesar do crescimento da participação das mulheres no mercado de trabalho, a diferença quanto à participação masculina continua expressiva: chega a ser 30 pontos percentuais inferior à masculina.
No Brasil, a taxa de participação das mulheres na População Economicamente Ativa (PEA) é consideravelmente superior à média latino-americana (55% contra 45%), mas é inferior à média dos países desenvolvidos. O relatório revela que as mulheres negras com baixa escolaridade sofrem ainda mais discriminação no mercado de trabalho.
Fonte: Agência Brasil - A Tribuna Digital